Sinto que, neste momento, é possível que meu assíduos leitores estejam um pouco confusos com o rumo do Blog. Seriam posts aleatórios? Sobre o que quer nos escrever o Economista T? Assim, para continuar com um público cativo e torná-lo cada vez maior, é importante colocar quais são os assuntos que terão maior destaque nos próximos posts.
No momento, os meus esforços se voltaram para a macroeconomia teórica, para os debates sobre as necessidades ou não de mudanças na gestão macroeconômica, para a superação de crises e para a conjuntura mundial. Não estou muito interessado mais na economia brasileira, acho que o Guido Mantega anda me deixando um pouco mal-humorado.
O que eu tenho na cabeça é que a inspiração das políticas adotadas nos EUA a partir de 2008 veio, sem dúvida, a partir da crise de 29. O medo de uma nova Grande Depressão foi determinante. A elaboração do pacote teve grande participação de economistas novo-keynesianos, que se inspiram não só no papel da política fiscal, mas também no monetarismo de Friedman e Schwartz. As medidas acabaram surtindo efeito, mesmo que o crescimento não esteja de vento em popa. Recentemente, economistas como Akerlof e Blinder elogiaram os estímulos fornecidos pelo governo americano, afirmando que estariam muito pior sem as medidas tomadas.
No resto do mundo, temos um quadro interessante. A Europa afundando: insistindo na austeridade fiscal, embora a atuação do BCE tenha lá o seu mérito de não ter deixado a vaca ir para o brejo. E o Japão, estagnado há 20 anos, se empolgando com o Abenomics, que promete dobrar a base monetária dos caras e finalmente acabar com a deflação.
Como já foi dito em outro post, o mundo macroeconômico sacode. Tantas medidas não convencionais de política monetária, tantos países de uma só vez habitando o perigoso zero bound. No lado fiscal, dívidas públicas em patamares recordes. A regulação bancária caminhando em zigue-zague. Barry Eichengreen discutindo sobre a currency war.
No meio disso tudo, vários livros bons sendo lançados. After the music stopped ou Bankers' New Clothes.
Um prato cheio para os macroeconomistas, certo? Cada linha desse post maluco daria uma monografia. Como não sou ambicioso, farei com que virem posts interessantes ao longo dos próximos tempos.
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